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No final dos tempos foi previsto pelo VERDADEIRO MESSIAS, Yeshua/Jesus o Cristo, que a igreja surgida após a sua vitória na cruz iria debandar para o lado do capeta, o malvado arcanjo Samael “o diabo” e Baal para os povos antigos…Na atualidade o G.A.D.U/Abadom, Apolion da MATRIX). Esse ser infame transformes, arredio, encrenqueiro, dissimulado, conspirador e etc! (chega!… senão eu faço essa introdução apenas de adjetivos descendo o porrete santo nesse COISO ruim…cabra (digo, bode!) safado da peste!!!

Pois bem caros amigos e irmãos! como esse artigo abaixo é extenso, contudo muito pertinente para à atual conjuntura cristã brasileira vou ser prolixo (- vixe Maria!  estou  ficando falante, Ops!)…Sim amados/a, mesmo que o citado texto tenha sido escrito ainda antes das eleições passadas, Entrementes,  continua atualíssimo em relação ao comportamento fútil que à atual igreja: Católica, principalmente a evangélica tem tomado nestes últimos dias do princípio de dores na terra, o qual é o prenuncio da grande tribulação do mundo.

Portanto, é imprescindível que você leia e absorva essa visão coerente “SEM DOLO”  feita pelo irmão Fábio no blog “Ativismo Protestante”

Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. Isaías 6:8

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?..Marcos 12:24

É PRA DESALIENAR IGREJA!

Opinião | Cristofascimo à brasileira

“Aqui, atualmente, o cristofascismo seria um dispositivo ativado por meio de um vocabulário e táticas de combate aos inimigos da fé e da nação, que supostamente atentariam contra o “projeto da família” ou colocariam em xeque uma “paz social” da classe média.”

Por Fábio Py*

Reprodução da internet.

Cristofascimo in corpus

“Pelo Senhor, marchamos sim

O seu exército, poderoso é

E sua glória será vista em toda terra

Vamos cantar o canto da vitória

Glória Deus, vencemos a batalha

Toda arma contra nós perecerá

O nosso general é Cristo

Seguimos os seus passos

Nenhum inimigo nos resistirá”

(“Nosso General é Cristo”)

“A cadela do fascismo está sempre no cio”

(Beltold Bretcht)

Observa-se o crescimento de uma modulação interna do cristianismo no Brasil, expressa entre posturas fascistas, racistas, misóginas que podemos chamar de “cristofascismo à brasileira”. O termo ‘cristofascismo’ já foi apontado nos solos europeus pela teóloga da libertação Dorothee Sölle, em textos da década de 1970 [1]. Sölle indicava que o cristofascismo, produto dos cristianismos alemães (de maioria luterana), ajudou a promover a construção e a aplicação de táticas nazistas. Penso que no Brasil, e/ou nos solos do Sul, ocorreu e vem se desenvolvendo um crescimento de práticas virulentas que podem ser associadas ao conceito. Uma face desse cristofascismo à brasileira se reconhece nos discursos da Marcha para Jesus, realizada no último dia 31 de maio. Contudo, embora reconheça a atualidade de posturas fascistas associadas ao cristianismo, deve-se reconhecer que no Brasil tais práticas têm raízes históricas que remontam à chegada da força colonial na invasão europeia nos quinhentos-seiscentos, que disciplinaram com recursos de violência as etnias e minorias, em nome de ideias totalizantes brancas – sob incremento do jargão religioso.

Também, no Brasil, o cristofascimo guarda modulações diversas do conceito desenvolvido por Sölle. Aqui, atualmente, o cristofascismo seria um dispositivo [2] ativado por meio de um vocabulário e táticas de combate aos inimigos [3] da fé e da nação, que supostamente atentariam contra o “projeto da família” ou colocariam em xeque uma “paz social” da classe média. Mostra da reprodução do dispositivo cristofascista à brasileira contemporânea é a aproximação de faces truculentas da Ditadura Civil-Militar ao cristianismo, como, por exemplo, o recente alinhamento do deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSL) à agenda evangélica, embora seja o parlamentar (originalmente) de tradição católica.

A arena política na Marcha para Jesus 2018

Como dito, uma expressão do dispositivo cristofascista à brasileira ocorreu no último feriado de Corpus Cristhi (‘O Corpo de Cristo’), comemorado em 31 de maio de 2018. Dia em que o cristianismo católico se preocupa em expor artes no chão em tapetes, a fim de testemunhar publicamente a fé eucarística. No lado evangélico, vem-se testemunhando em outro tipo de manifestação: a Marcha para Jesus. O evento, que tem destaque cada vez maior nas mídias, mobiliza nos estados e municípios milhões de pessoas. Para que se tenha noção, nesse ano, a vigésima sétima edição reuniu dois milhões de pessoas só na cidade de São Paulo. A celebração, puxada pela Igreja Evangélica Apostólica Renascer em Cristo, tem tamanha força de mobilização política que mereceu um decreto do então presidente Luís Inácio Lula da Silva, no dia três de setembro de 2009, indicando o feriado de Corpus Cristhi também como o dia da Marcha para Jesus [4]. Tal reconhecimento pode ser justificado pela mobilização de tantas pessoas, mas também por seus tentáculos na política oficial brasileira.

Afinal, uma atividade religiosa de tamanha proporção é acima de tudo uma força política. Um evento como esse mostra claramente as relações das hiperigrejas pentecostais com as malhas políticas. Isso ficou destacado nesse ano com a circulação de candidatos visando ao próximo pleito eleitoral no palanque-púlpito da Marcha. Possivelmente, o pleito eleitoral do fim do ano foi incentivador da presença de dois pré-candidatos à presidência, Jair Bolsonaro, do PSL, e Flavio Rocha, do PRB. Além dos dois possíveis presidenciáveis, o evento contou com João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), ambos pré-candidatos ao governo paulista. Também participaram o pastor e senador Magno Malta (PR), que pode ser vice na chapa com Jair Bolsonaro.

Cristofascismo in Jair Bolsonaro: Deus pela família e acima da nação

De fato, ocorreu no palanque-altar da Marcha para Jesus algo significativo. Além dos músicos, das musicas evangélicas e das falas/sermões da liderança da Renascer em Cristo, como o Apóstolo Estevam Hernandes e a Bispa Sonia Hernandes, a presença de políticos se mostrou em maior quantidade quando comparada aos últimos anos. Foi nesse contexto que o pastor batista e senador Magno Malta chamou Bolsonaro para discursar aos marchantes. No convite, Magno Malta já qualifica Bolsonaro como um fiel defensor dos chamados “valores da família” brasileira. Na sua fala, o pré-candidato indica que veio à Marcha mais para ouvir do que falar. Mesmo assim, sem muito traquejo, como é habitual, afirma poucas, mas significativas palavras: “É dia de consagração, que o Senhor abençoes e proteja nossas famílias. Nós amamos Israel! Brasil acima de tudo, e Deus acima e todos! Muito obrigado!” [5].

Claro, destaca-se a ênfase religiosa do pequeno discurso de Bolsonaro, na tentativa de aproximação do eleitorado evangélico, ao colocar “Deus acima de todos”. Mas também sua aproximação das pautas sionistas de extrema direita, como discursou em outra entrevista, assumindo Israel como parâmetro para sua possível governança. Ao mesmo tempo, na frase, conecta com o antigo jargão da Ditadura Militar da nação o discurso de que pelo Brasil se faz tudo, uma das ideias que passou a justificar todo tipo de ação truculenta no dito caos social brasileiro da época. A fala de Bolsonaro passa a impressão que o divino, por esta acima de todos e mesmo do estado liberal, protegeria as famílias dos tempos de hoje de um suposto excesso de liberdade. É a clássica fórmula conservadora hierárquica associada ao dispositivo cristofascista: o cidadão sob o projeto de nação; e a nação sob projeto de Deus (o único deus)

O dado da idealização familiar, a ideia da nação e o discurso de Deus já foram utilizados como justificativas antes do Golpe Civil-Militar e dentro do próprio, para, a partir de 1968, ampliar o cerceamento dos direitos civis com o Ato Institucional Número nº 5 (AI-5). Construiu-se uma atmosfera de medo, segundo a qual o perigo é que os inimigos da família e as modernizações “manchem a nossa nação”. Algo que perturba a tão importante “vida segura” tão cara a classe média brasileira. Assim, nessa primeira modulação cristofascista brasileira, a de Jair Bolsonaro, o discurso de Deus cristão (católico) se faz sob os perigos que assolam o país, impregnado de LGBTfobia e contra as minorias no geral.

Cristofascismo in Magno Malta: família, contra ideologia de gênero e a evangelização dos índios

Além de Bolsonaro, outro “destaque” da Marcha para Jesus de 2018 foi o senador e pastor Magno Malta. Ele, que embora não tenha as mesmas origens truculentas da Ditadura Militar de Bolsonaro, possibilita outro tipo de cristofascismo à brasileira, envernizado sob o fundamentalismo evangélico, mais relacionado com a descrição de Dorothee Sölle na Alemanha [6]. Também, pode-se dizer que Magno Malta seria um camaleão das oportunidades, quando se sabe que em alguns pleitos anteriores apoiava o Partido dos Trabalhadores (PT), chegando a desfilar em carro aberto, em propaganda com os presidenciáveis petistas. Como se disse, sua trajetória é mais ligada à tradição evangélica do que a de Bolsonaro, sendo pastor batista, formado pela importante casa de formação humanista-teológica, o Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, em Recife. Acredita-se que por isso discursa com mais familiaridade sob temas que são bases de sua modalidade de fundamentalismo cristofascista, tão cerceador quanto de Bolsonaro, contudo, não tão claramente envolvido com violências físicas. Observam-se certas tônicas cristofascistas na Marcha ao falar da ideia de família. Nela, não profere discursos longos e atém-se a cantar músicas evangélicas em homenagem à mãe. Ao final da música, a fórmula proferida por Bolsonaro é repetida: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Embora seu discurso na Marcha tenha sido elativamente discreto, percebe-se a repetição da tônica que versa sobre a trajetória política do parlamentar: a defesa de um projeto único de família, como ocorreu nas defesas da Ditadura Civil-Militar. O discurso da família de Magno Malta pôde ser melhor observado em outra ocasião: a comemoração dos Cem Anos da Assembleia de Deus no Brasil, realizada em sessão solene no Congresso Nacional, em 29 de novembro de 2017. Naquele evento, o parlamentar deu mostras mais claras de suas preocupações [7]. Falou da ousadia dos primeiros pastores da Assembleia de Deus pela vontade (colonizadora) de mudar a cultura de um povo. Em sua fala teocrática, considerou que “Deus não criou ministério público, Deus criou família”, apontando uma dicotomia simplificadora das esferas da política e da família. Seguiu dizendo: “A partir da família, tudo. Fora dela, nada!” [8]. Justificou suas fortes afirmações indicando que supostamente “a nova ordem familiar é a ideologia de gênero. Menino não nasce menino, menina não nasce menina, mas homossexual nasce homossexual?”. Para ele, os atores da ideologia de gênero “querem quebrar o entendimento de que não há cromossomo homossexual. Uma mulher engravida de um menino ou de uma menina, ninguém engravida de cromossomo homossexual. A contradição é diabólica. Nós temos que enfrentar esse debate porque é uma nova ordem de quebra de valores de famílias”. Afirma-se que sua noção é idealizada e ainda fecha o discurso apelando ao falso vitimismo da maioria no seguinte tom: “o homem, a mulher hétero terá de ter vergonha de ser hétero”. Ele acredita que não se pode acovardar diante desse panorama imoral vivido no Brasil. Mas, diante do caos social deve-se proclamar a mensagem salvadora do evangelho, numa clara alusão ao projeto cristofascista: “Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos”.

Para Magno Malta “pai é pai; mãe é mãe”. Esse modelo familiar teria permitido que a igreja evangélica estivesse viva até hoje. Para o senador, um dos elementos da suposta depravação social-moral contemporânea é a ideologia marxista. Tal como fora descrito nos tempos do fascismo de Mussolini e do nazismo de Hitler, que responsabilizavam o marxismo-comunismo pelos problemas sociais e econômicos de suas nações. Também, culpavam as minorias como judeus, ciganos, gays, lésbicas, negros pelo sufoco social da época. Magno Malta (e seus companheiros da bancada da Bíblia), numa adaptação do cristofascismo do passado, responsabiliza as minorias sociais de profanar e entranhar de pecado a nação brasileira. Eles são as pontas das mobilizações cristofascistas brasileiras devidamente aparadas nas instituições fundamentalistas evangélicas e integralistas católicas. Atualmente, essas tais minorias seriam os LGBTQIs, negros e índios. Como exemplo de suas concepções acerca das minorias, Magno Malta, ao falar sobre os índios, deixa uma questão à audiência no senado, na qual, adapto aqui: “Se os índios de hoje bebem, se suicidam, assistem à televisão, porque não podem escutar e confessar o Evangelho?” As afirmações do senador e religioso Magno Malta trazem um profundo ódio e desrespeito com os povos originários. Até porque, como qualquer signatário do fundamentalismo, opera na plataforma de que o “Cristo (ou cristianismo) está acima da cultura” [9].

Por fim, lutas e muito cristofascismo brasileiro à frente…

Acredita-se, em suma, que as articulações desses políticos evangélicos cristãos sejam mais do que simples fundamentalismo e/ou conservadorismo, mas sim, eles vêm desenvolvendo uma pragmática de discipli-nação cristã, totalizante, fascista.

Notas

[1] A noção de cristofascismo e de fascismo do artigo se baseiam no livro de Dorothee Sölle, Beyond Mere Obedience: Reflections on a Christian Ethic for the Future. Minneapolis: Augsburg Publishing House, 1970.

[2] Nesse sentido um dispositivo seria: “um conjunto decididamente heterogêneo que engloba discursos, instituições, organizações arquitetônicas, decisões regulamentares, leis, medidas administrativas, enunciados científicos, proposições filosóficas, morais, filantrópicas. Em suma, o dito e o não dito são os elementos do dispositivo. O dispositivo é a rede que se pode tecer entre estes elementos” Michael Foucault, História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1999, p.244.

[3] Walter Benjamin, Teses sobre o conceito de história, 1940.

[4] Vide: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12025.htm.

[5] Fala de Bolsonaro na Marcha: https://www.youtube.com/watch?v=n7gM_zOQYWA.

[6] Dorothee Sölle, Beyond Mere Obedience, 1970, p.56-59.

[7] Vide: https://www.youtube.com/watch?v=1UXqU51u1N8.

[8] Vide: https://www.youtube.com/watch?v=1UXqU51u1N8.

[9] Richard Niebuhr, Cristo e cultura, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981, p.145.

Fontes acessadas na internet

https://www.youtube.com/watch?v=RDBaKId10LI; https://www.youtube.com/watch?v=2DEGXLymjq4; https://política.estadao.com.br/noticias/geral,pre-campanha-de-bolsonaro-se-volta-a-eleitorado-evangelico,70002288241; htps://noticias.uol.com.br/política/eleicoes/2018/noticias/2018/05/31/bolsonaro-eu-nunca-defendi-uma-intervencao-militar-o-caminho-e-o-voto.htm; https://oglobo.globo.com/brasil/politicos-acenam-para-eleitor-evangelico-em-marcha-para-jesus-convencao-das-assembleias-de-deus-22736642#ixzz5HPorkfCY;https://oglobo.globo.com/brasil/politicos-acenam-para-eleitor-evangelico-em-marcha-para-jesus-convencao-das-assembleias-de-deus-22736642; https://oglobo.globo.com/brasil/politicos-acenam-para-eleitor-evangelico-em-marcha-para-jesus-convencao-das-assembleias-de-deus-22736642#ixzz5HPorkfCY

Sobre o autor desse artigo

*Fábio Py – Doutor em Teologia pela PUC-RIO, ênfase História da Igreja/Fé e Política. Professor colaborador no Programa de Pós-Graduação Politicas Sociais na UENF. Membro da CPT do Norte Fluminense (RJ) e do Coletivo Casa Comum

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